SONATA AO LUAR
Eri Paiva


Noite clara, translúcida, em céu de agosto,
Um violino, sob o luar, o silêncio irrompe...
Inebriada, uma lágrima desce-me no rosto,
Como se a advinhar quem algo me apronte


Seria um sonho? Não! Eras tu invadindo
A minh'alma, de ti, ainda enamorada!
Como se a flutuar, percebo-me sumindo
Naquela melodia saudando a madrugada!


Ao deixar-me envolver, mente e coração
Unidos, num pacto mais que convincente,
Levam-me à janela a ouvir uma canção
Que reconheço ser a nossa, tão somente:


- "Eu continúo aqui do jeito que era antes,
A cada anoitecer, te amando, te amando!"
Era um convite ao amor e, como dantes,
Em ti me perdi! Só Deus, sabe até quando!


 

 

 

Eri Paiva®
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Maio/2016

 

 

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