Na Tela Da Minha Janela
Eri Paiva


Bate um vento insistente,
Na tela da minha janela.
Tem um cantar eloquente...
Um ressoar envolvente...
Posto-me, diante dela!


O som mais parece o Om,
Que é o som do canto da alma,
Com a mesma cadência e tom.
Do Universo de Deus é o dom
Que traz serenidade e acalma!

Descubro, enfim, que uma fresta
Da janela, a cada segundo,
É a passagem que se presta
Ao vento, que em ritmo de festa,
Faz um Om sonoro e profundo!

Abro a janela e permito
Que o vento me invada o espaço.
Já não é só um som bonito...
Quem entra é o próprio infinito
A me envolver, num abraço!

 

 

Eri Paiva®
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Maio/2016

 

 

 

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